INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO ENSINO SUPERIOR

IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO EM PSICOLOGIA

Autores

  • Cyntia Diogenes Ferreira de Moraes FICV
  • Wânia Claúdia Gomes Di Lorenzo FICV

DOI:

https://doi.org/10.53021/6gnp4r64

Palavras-chave:

Inteligência Artificial. Ensino Superior. Educação em Psicologia. Tecnologia Educacional. Aprendizagem.

Resumo

Este artigo analisa os impactos da inteligência artificial no ensino superior e suas implicações para a formação em Psicologia, considerando os desafios pedagógicos, cognitivos e epistemológicos decorrentes da incorporação dessas tecnologias aos processos de ensino e aprendizagem. Parte-se do problema de pesquisa referente à forma como a expansão de sistemas de inteligência artificial, especialmente ferramentas generativas, tem reconfigurado práticas educacionais, modos de aprendizagem e critérios de avaliação acadêmica, exigindo novas competências de docentes e estudantes. O estudo caracteriza-se como uma revisão narrativa da literatura com base em evidências sistemáticas, fundamentada em artigos indexados nas bases PubMed, Scopus e Web of Science, publicados predominantemente entre 2023 e 2026. Os resultados indicam que a inteligência artificial amplia possibilidades de personalização da aprendizagem, acesso à informação e apoio acadêmico, mas também produz desafios relacionados à dependência cognitiva, superficialização da aprendizagem, fragilização do pensamento crítico e redefinição dos processos avaliativos. No campo da Psicologia, observam-se impactos específicos sobre o desenvolvimento do raciocínio clínico, da autonomia intelectual e das competências interpretativas. Conclui-se que a inteligência artificial não deve ser compreendida apenas como ferramenta complementar, mas como elemento estrutural das transformações contemporâneas do ensino superior, exigindo revisão dos paradigmas educacionais, das metodologias de ensino e dos modelos de avaliação da aprendizagem.

Publicado

2026-05-16

Edição

Seção

Artigos científicos