CYBERBULLYING, REGULAÇÃO EMOCIONAL E SOFRIMENTO PSÍQUICO NA ADOLESCÊNCIA
DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS PARA A ESCOLA
DOI:
https://doi.org/10.53021/fbbn6583Palavras-chave:
Cyberbullying. Adolescência. Regulação emocional. Sofrimento psíquico. Saúde mental escolar.Resumo
O cyberbullying tem se consolidado como uma das principais formas de violência entre adolescentes na contemporaneidade, especialmente em um contexto marcado pela hiperconectividade e pela intensa mediação das relações sociais pelas tecnologias digitais. O presente artigo tem como objetivo analisar a relação entre cyberbullying, regulação emocional e sofrimento psíquico na adolescência contemporânea, discutindo os desafios impostos à escola diante das novas formas de violência digital. Trata-se de um estudo teórico-reflexivo, de abordagem qualitativa, fundamentado em revisão narrativa da literatura nacional e internacional publicada principalmente entre os anos de 2018 e 2026. Os resultados evidenciam que o cyberbullying ultrapassa a compreensão de uma simples violência virtual, configurando-se como um fenômeno psicossocial relacionado à cultura da hiperexposição, à busca de validação social e às fragilidades nos processos de regulação emocional dos adolescentes. Observou-se associação significativa entre experiências de cyberbullying e sintomas de ansiedade, depressão, isolamento social, baixa autoestima, automutilação e ideação suicida. Além disso, verificou-se que dificuldades no manejo emocional podem favorecer tanto comportamentos agressivos quanto maior vulnerabilidade ao sofrimento psíquico diante das experiências de vitimização online. Conclui-se que o enfrentamento do cyberbullying exige estratégias preventivas que ultrapassem abordagens exclusivamente punitivas, demandando a atuação ativa da escola na implementação de práticas de educação socioemocional, formação de professores para identificação precoce de sinais de sofrimento psíquico e desenvolvimento de ações institucionais de acolhimento, mediação de conflitos e promoção da saúde mental.